Governo de São Paulo quer remover 9,7 mil veículos de delegacias da capital

Da Agência Brasil

O governo de São Paulo pretende remover em até 90 dias os 9,7 mil veículos que estão apreendidos em delegacias policiais na capital do estado e enviá-los para pátios, licitados especificamente para esse fim, no interior do estado.

“Policia é para fazer investigação e polícia judiciária, não para ficar tomando conta de material apreendido. Então, também vamos zerar veículos em distritos policiais da capital”, declarou hoje (11) o governador Geraldo Alckmin, ao anunciar o começo da operação de remoção.

O lançamento da ação foi feito no 72º Distrito Policial, na Vila Penteado, zona norte paulistana. A delegacia tem 310 veículos – 147 carros e 163 motos – armazenados. O depósito já havia sido alvo de reclamações da comunidade. Os automóveis abandonados nas delegacias da zona norte e leste serão enviados para Araçariguama, município do interior paulista. “Há vários anos isso vem incomodando não só a própria polícia, que tem que ficar guardando os veículos, mas também atrapalhando toda a comunidade do entorno”, disse o secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes.

Com os quatro novos pátios, será possível armazenar 28,5 mil veículos. O contrato prevê ainda que os automóveis sejam removidos das delegacias em até duas horas após a notificação da empresa responsável, que será feito logo em seguida ao registro policial. “Nos pátios, eles serão dedetizados para evita a ação de insetos. A partir do momento em que houver autorização judicial para isso, serão leiloados. Aqueles que não forem vendidos por leilão, serão automaticamente compactados e venderemos a sucata”, detalhou o secretário.

Por mês, são apreendidos 2,5 mil veículos na capital paulista. Desses, aproximadamente 250 não são retirados pelos donos e ficam armazenados nas delegacias.

Foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff no último dia 25 de agosto uma lei que permite que veículos não reclamados pelos donos possam ir a leilão após 60 dias do recolhimento. O prazo anterior era de 90 dias. A nova norma passa a vigorar em 2016. As informações são da Agência Brasil.

[Foto: Arquivo/ABr]

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