Núcleo de Trabalho à Distância: juíza do Rio ressalta benefícios

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Do portal do TJRJ

O Fórum Regional do Méier foi o primeiro a receber um espaço voltado exclusivamente para o regime de trabalho à distância: o Núcleo de Trabalho à Distância do Tribunal de Justiça do Rio. A juíza diretora do Fórum do Méier, Cláudia Márcia Gonçalves Vidal, falou sobre o assunto em entrevista:

CGJ – O Fórum do Méier foi o primeiro a implementar a ideia da criação de um Núcleo de Trabalho à Distância. Quais os motivos para essa escolha?

Juíza Cláudia Márcia Gonçalves Vidal – A iniciativa da criação desse Núcleo foi informada pela Corregedoria Geral da Justiça aos juízes de todo o estado. Como juíza diretora do Fórum do Méier, eu logo identifiquei que aqui havia grande demanda para a nova modalidade de trabalho. Existem muitos pedidos de serventuários que já trabalham com processo eletrônico para continuarem nesta localidade por diversos motivos, devido ao trânsito, tempo gasto no deslocamento e também por ser o Méier um bairro com localização estratégica, é um meio termo entre o Centro e a Barra e outros pontos da Zona Oeste. Juntou-se a necessidade com a oportunidade. Foi então que reservamos um espaço dentro do fórum para a criação dessa serventia que hoje se tornou o 1º Núcleo de Trabalho à Distância do Tribunal de Justiça do Rio.

Quais os benefícios de implementar um Núcleo de Trabalho à Distância em uma comarca ou fórum?

A ideia de concentrar todos os servidores que trabalham à distância em um só local possibilita melhor organização do trabalho, além de proporcionar ao serventuário maior foco naquela função que desenvolve, já que não tem a movimentação da rotina cartorária para influenciar nas atividades.  Em minha opinião, quando todos os fóruns tiverem salas para o trabalho à distância, teremos a oportunidade de, primeiro, estender essa boa experiência e, segundo, proporcionar ao funcionário uma melhor qualidade de vida, sem afetar o serviço daquela serventia que já tem o funcionário que atua em processo eletrônico, não havendo mudanças significativas dentro do cartório. Posso citar um exemplo do meu próprio cartório: uma servidora foi removida para uma vara no centro da cidade e pôde continuar trabalhando fisicamente no Méier, perto de casa, devido à instalação do Núcleo.

Há outras funcionalidades também para o Núcleo à distância. Imagine um servidor que trabalha no Fórum do Centro, mas por alguma eventualidade não pode se deslocar até lá. Dessa maneira, ele acessa a sala do Núcleo no fórum perto da sua residência e de lá trabalha à distância, assim, não se perde a continuidade do serviço. No futuro, também poderá ter funcionários trabalhando para mais de uma serventia, através dessa metodologia. É possível também estender o trabalho à distância para secretários de juízes e assessores de desembargadores. É apenas o início de um projeto que tem boas razões para ser ampliado e ter um futuro promissor em produtividade.

A senhora considera que o trabalho à distância pode aumentar a produtividade?

O funcionário ao levar menos tempo para chegar ao trabalho, sofrerá menos desgaste físico e estresse, assim trabalhará mais disposto e também mais satisfeito. Sem dúvida, uma pessoa que leva 20 minutos para chegar ao trabalho produzirá mais que um funcionário que demore duas horas no deslocamento. Já tivemos relatos de servidores que aumentaram consideravelmente seu rendimento no trabalho com a metodologia à distância. Ouvi dos próprios como sendo essa uma experiência positiva.  Para controle das atividades que o servidor efetua à distância, o sistema emite relatórios de produtividade com o número de movimentos e outros detalhes, assim tanto o juiz como o responsável pelo expediente podem fazer o monitoramento e aferir a produtividade desse servidor.

As tecnologias mudaram a forma de comunicação da sociedade atual. No Judiciário, o processo eletrônico é a prova disso. O Núcleo de Trabalho à Distância também pode ser visto como tendência para uma Justiça moderna, que precisa acompanhar os avanços da sociedade?

A comunicação virtual é uma tendência mundial e assim abrange a maneira que nos comunicamos, refletindo também no trabalho. Hoje, por exemplo, nos comunicamos muitas vezes mais pelo whatsapp do que pessoalmente, trocamos fotos, documentos, dados. A Corregedoria deu um passo significativo para acompanhar as novas tecnologias e a sociedade moderna. Estamos ainda no início da implementação do projeto, e toda mudança pode gerar alguma resistência. Estamos no aprimoramento do sistema e serão feitos aperfeiçoamentos, mas tenho certeza de que os envolvidos (servidores, magistrados e advogados) irão perceber como o trabalho à distancia facilitará e acelerará o andamento dos processos.  Vislumbro um futuro ainda mais tecnológico. Quem sabe computadores com tela touch.

Como é a infraestrutura da primeira sala de trabalho à distância?

O Núcleo é dividido em duas salas: a primeira possui 24 computadores e a outra seis, podendo receber cerca de 30 servidores para o trabalho à distância.  Foram instaladas câmeras de monitoramento e telefones. O servidor pode se comunicar com o chefe de expediente através de e-mail, chat, videoconferência pelo sistema do communicator ou pelo telefone. Os computadores estão interligados em rede e aptos a serem acessados pela serventia a qual o servidor é vinculado tecnicamente.

Quantos funcionários já trabalham no espaço? Quantas serventias a sala atenderá?

A sala foi recentemente inaugurada, por isso temos atualmente apenas cinco servidores trabalhando nela. Esses funcionários tinham sido removidos do Fórum do Méier para serventias do centro da cidade. A maioria deles trabalhava no bairro há muitos anos e já tinham sua rotina estruturada, e agora puderam retornar graças ao Núcleo do trabalho à distância, atendendo dessa forma aos interesses do TJ e do próprio servidor, que pôde voltar a trabalhar próximo a sua residência. As serventias atendidas pelos cinco servidores que trabalham atualmente no Núcleo são as 26ª, 27ª, 30ª e 52ª Varas Cíveis da Capital.

As informações são do portal do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (Assessoria de Comunicação CGJ/RJ).

[Foto: Reprodução/PJERJ]

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